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Tudo o que acontece no mundo, dentro e fora do movimento espírita

FEEB promove encontros regionais

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A Federação Espírita do Estado da Bahia promoverá neste mês de julho encontros em diversas regiões do estado.

Juazeiro (BA) será um dos polos e o encontro ocorrerá entre os dias 12 e 14 de julho. Está previsto para iniciar-se às 18h do dia 12 (sexta), com concentração na Lagoa do Calu.

Confira a programação neste link.

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Ninguém faz nada sozinho

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Jamiro dos Santos Filho (foto), nosso entrevistado, é conhecido nacionalmente. Natural de Anápolis-GO e radicado em Araguari-MG há muitos anos, Jamiro é escritor com vários livros publicados e palestrante que tem levado sua palavra a quase todos os Estados brasileiros. Integrante da equipe de trabalhadores do Centro Espírita Nosso Lar, que completou 25 anos, relata sua experiência – inspirada pelo médium Chico Xavier – de fundar em sua cidade uma instituição que integra Escola e Centro Espírita em um mesmo espaço.

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Quando surgiu o Centro Espírita Nosso Lar e como foi?

Em 1985 eu e minha esposa Luci realizávamos semanalmente o Evangelho no lar. Aos poucos a minha família começou a participar, e em pouco tempo o espaço já estava totalmente ocupado. Surgiu, então, a sugestão de fundação de uma Casa. No início de 1986, mensagens dos Amigos Espirituais afirmavam que a família, antes de reencarnar, havia assumido o compromisso de abrir uma Casa Espírita. Assim, diante da revelação, em fevereiro de 1986 foi fundado o Centro Espírita Nosso Lar.

Ele sempre funcionou no mesmo endereço, desde que surgiu?

Sim. Quando fundamos a Casa, não tínhamos nem mesmo o terreno, apenas o sonho. Em setembro do mesmo ano a prefeitura doou o terreno e começamos a construção. Em janeiro de 1987 inauguramos a Casa com uma festa para os nossos corações. O endereço é Rua Padre Gusmão, 140, no bairro Paraíso, em Araguari, MG.

Como surgiu a ideia de ter um departamento como escola?

Por misericórdia de Jesus, tive uma convivência regular com Chico Xavier. Com alguns amigos sempre o visitávamos, pelo menos quatro a seis vezes por ano. Era comum ficarmos até alta madrugada. Em 1994 eu contei ao Chico que havíamos ganhado o terreno ao lado do Centro e que minha intenção era abrir ali um albergue. Ele olhou carinhosamente em meus olhos, pegou minha mão e disse que o nosso compromisso era abrir uma Escola dentro do Centro. Fiquei surpreso, e ele insistiu afirmando que a Escola deveria ser no mesmo espaço físico do Centro, e assim, além de ensinar, a Escola quebraria os preconceitos que as pessoas tinham do Espiritismo. Então, no dia 3 de outubro de 1994, em homenagem a Kardec, fundamos o que é hoje o Colégio Dom Bosco.

É uma Escola comum?

Sim, é uma Escola como as outras. Temos o Ensino Infantil, Ensino Fundamental I e II e o Ensino Médio. Estamos, hoje, com 280 alunos, e, como disse Chico Xavier, a Escola deve amparar a criança carente sempre que for possível. Então, temos hoje alunos que recebem bolsas, alguns até com bolsa total. Nossa finalidade é ampliar nossa atuação em outras áreas da educação e promoção humanas. A caminhada é longa, pois já se foram 17 anos, e sabemos que ainda muito temos a realizar.

Há atividade espírita na Escola?

Não temos necessariamente aulas espíritas. Chico Xavier também disse que a função da Escola não é ensinar Espiritismo. Mas, conforme suas palavras, as crianças que passarem pela Escola talvez nem se tornem espíritas, mas não serão contra o Espiritismo. Os pais também passariam a ver o Espiritismo de uma forma diferente, sem preconceitos, e assim tem acontecido. Aos poucos, pais e alunos vão observando que ali se realizam outras atividades que acabam despertando o interesse deles.

Sendo os prédios conjugados e no mesmo espaço, como é conciliada a atividade espírita com a atividade de escola?

Durante o dia as atividades da Escola ocupam todo o espaço, até mesmo o salão onde são realizadas reuniões com pais, professores e acontecem também aulas com vídeo aos alunos. À noite, as reuniões do Centro ocorrem normalmente, todas as segundas, terças e quintas-feiras. O consultório odontológico está no mesmo espaço, e atende aos carentes. Temos quatro dentistas que doam voluntariamente seus serviços, e nós oferecemos o material para socorrer aos mais carentes. Atendemos em média 100 pessoas por mês. E tanto alunos quanto os pais observam essa atividade assistencial, e aos poucos eles se inteiram de que ali também se presta auxílio àqueles que sofrem. O pátio e o refeitório, que durante os dias da semana são usados pelos alunos, aos sábados servem de local onde é servida a sopa fraterna com frequência média de 200 pessoas. Enfim, Escola e Centro “convivem” muito bem.

Comemorar os 25 anos foi uma grande conquista. Comente esse fato.

Sem dúvida nenhuma, completar 25 anos de trabalho foi uma alegria para os nossos corações. Somos conscientes de que realizamos algo muito singelo, no entanto, mesmo assim nos sentimos felizes em olhar que nos últimos 25 anos estivemos envolvidos com uma obra de amor ao próximo. E nessa oportunidade alguns amigos estiveram em Araguari para nos abraçar e assim fortalecer nossos corações para que possamos prosseguir tentando servir. Foi uma festa singela regada de alegria e fraternidade.

Qual a influência de Chico Xavier em toda a história da instituição?

Não há como negar a grande influência de Chico Xavier, não somente na fundação da Escola, mas também no seu direcionamento, manutenção e incentivo. Depois, por mais duas vezes lá estivemos, e, diante das dificuldades da época, dissemos que fecharíamos a Escola, mas o Chico nas duas vezes disse: – Vai mais um pouco, tente mais um pouquinho. E completou: Nós, espíritas, temos que provar que somos capazes de contribuir com a educação no mundo, pois outras religiões já possuem até faculdades. E assim prosseguimos. A influência do Chico também se deu e muito em nossas atividades do Centro, pois tentamos assimilar o “jeitinho mineiro” do Chico de realizar as atividades de uma Casa Espírita.

Como é a atividade promocional humana na conciliação Escola e Centro Espírita?

A promoção humana do Centro é feita como em outras Casas espalhadas por todo o Brasil. Nossas atividades são simples, ou seja, a parte doutrinária com reuniões públicas de estudos, evangelho e passes. Temos também cursos da Doutrina, evangelização infantil e mocidade. A assistência e promoção humana também são realizadas dentro de nossas possibilidades de recursos, com a sopa fraterna e a distribuição, sempre que possível, de cestas, roupas e cobertores no inverno. A Escola dedica uma parte de seus recursos para a distribuição de bolsas, pois o Chico também disse: – Os recursos da Escola devem ser aplicados na Escola, e quando puder usem os recursos excedentes para amparar crianças carentes. E assim temos feito, muito embora ainda não seja possível fazer tudo que a gente gostaria, mas estamos caminhando fazendo o possível.

Algo mais a acrescentar?

Quero dizer que completar 25 anos de atividades do Centro e 17 anos do Colégio Dom Bosco foi ao mesmo tempo alegria que fez brilhar nossos olhos, mas também refletir que ninguém faz nada sozinho. Quantos corações se fizeram presentes ali para que tudo estivesse como está? E quantos ali continuam colaborando com seus bondosos corações para que a obra de Jesus prossiga por mais longos anos? Não temos como enumerar quanto fomos ajudados para chegar até aqui. Minhas palavras são de gratidão a todos do Grupo Nosso Lar e a eles repasso os frutos dessa pequena obra de amor.

Por Orson Peter Carrara. Entrevista publicada em O Consolador.

Juventude espírita

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O Professor Leopoldo Machado Barbosa nasceu em 30-9-1891, na Bahia. Foi católico, protestante e materialista. Depois, conheceu o Positivismo e o Budismo, que muito o impressionaram. Tomou conhecimento da Doutrina Espírita, em 1916, através de José Petitinga, também baiano e um dos maiores vultos espíritas do País.

Estas e outras informações úteis sobre o jornalista e poeta Leopoldo Machado, grande polemista, estão no Anuário Espírita de 1991. O autor é o nosso amigo Antônio de Souza Lucena, biógrafo e repórter fotográfico, fundador do Museu Espírita do Brasil e conhecido pelas suas pesquisas, que resultou num acervo cultural de valor inestimável para a História do Espiritismo (Lucena faleceu em 26-1-2009, no Rio de Janeiro).

Leopoldo, considerado o espírita nº 1 do Brasil, lançou a campanha Espiritismo de Vivos e incentivou a organização das Mocidades Espíritas, das Escolas de Evangelização para a Infância, das Semanas Espíritas, das tardes de Confraternização, dos Simpósios, das Mesas Redondas e dos Congressos Espíritas.

A revista Sabedoria, então dirigida por Carlos Torres Pastorino, autor do best-seller Minutos de Sabedoria, editou um álbum sobre a vida de personalidades. As biografias foram escritas por Clóvis Ramos e as fotografias obtidas por Antônio Lucena, citado acima. Vejamos um trecho sobre o patrono das mocidades espíritas:

– Aqui, portanto, só alguns dados sobre o grande educador amigo dos moços espíritas. A ele coube trazer para o Espiritismo do Brasil esse aspecto social e alegre, que hoje apresenta. Para essa mudança, contou, Leopoldo Machado, com o concurso dos moços, sempre dispostos à renovação. Fez-se porta-voz dos anseios de muitos.

Clóvis Ramos e Antônio de Souza Lucena reconheceram que esse líder desenvolveu uma atividade sem precedente: organizou um verdadeiro contingente de moças e rapazes em todo o Brasil, dispostos a um trabalho fora da rotina; idealizou e foi o responsável pelo I Congresso de Mocidades Espíritas do Brasil, realizado no Rio de Janeiro, de 17 a 23-7-1948. Foi considerado um dos melhores eventos espíritas de todos os tempos. Decorridos 65 anos, os “sobrevivente” daqueles dias memoráveis ainda recordam o acontecimento que marcou época.

Por Nilton Santos – membro do Núcleo Espírita Bittencourt Sampaio, no Recife. Matéria publicada no Jornal do Commercio de 30 de junho de 2013.

Orar faz bem à saúde

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Que orar faz bem à alma, todo mundo já sabe. A “novidade” é que a comunidade científica já reconhece que a prática também traz benefícios à saúde. A afirmação é fruto de um estudo sério e profundo realizado por médicos norte-americanos. A pesquisa analisou, por trinta anos, 6.500 pacientes e foi constatado que a fé os ajudou a prevenir doenças do coração. Outro estudo, da Universidade de Duke, concluiu que a prática da oração reduziu em até 40% o risco da pessoa desenvolver hipertensão.

“A própria religiosidade ou a crença em um ser superior pode produzir certas modificações no organismo, que leva o indivíduo a se tornar menos suscetível a problemas de saúde”, diz o psicoterapeuta da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), doutor José Roberto Leite. A relação entre fé e cura de doenças é tema de livros acadêmicos, e ganha cada vez mais espaço no meio científico. “Um estudo feito na Universidade de Pávia, na Itália, analisou pessoas que tinha o hábito da oração e suas taxas de fluxo sanguíneo cerebral, eletrocardiograma, pressão arterial, enfim, todos os parâmetros cardiovasculares, houve uma melhora significativa nesses níveis”, explica o médico cardiologista doutor Roque Savioli.

A pesquisa norte-americana deteve-se às doenças do coração, mas, de acordo com especialistas, a fé traz benefício também ao tratamento de outros tipos de doença, até as mais graves, como a Aids. O capelão do Hospital Emilio Ribas (SP), padre João Inácio Mildner, atua há 19 anos na instituição, que é a maior no setor de tratamento de doenças infectocontagiosas da América Latina. A maioria dos internados é portadora do vírus HIV. De acordo com o sacerdote, mesmo em doenças mais graves, a fé torna-se um santo remédio. Quando se tem fé, o paciente enfrenta de maneira diferente a doença, complementa o médico infectologista doutor Jamal Suleiman.

Por isso circula na net a frase: Eu oro, pois prefiro as marcas nos meus joelhos do que feridas no meu coração. Significa que, quando entramos em sintonia com a divindade, mergulhamos num eflúvio de harmonia que banha nossa alma, renovando-nos de energia salutares que por sua vez plasma no corpo físico expulsando os miasmas insalubres que estava danificando o funcionamento das fibras psicossomáticas. Vamos orar, porem procurando saber o que é orar.

Do blog do Cezar

A favor da vida – contra a banalização do aborto

Visita - Jarbas Vasconcelos

A Associação Jurídico-Espírita do Estado de Pernambuco – AJE – PE emitiu documento intitulado COMENTÁRIOS E SUGESTÕES AO ANTEPROJETO DE REFORMA DO CÓDIGO PENAL – PLS 236/2012, elaborado pela doutoranda e mestra em Ciências Criminais pela UFPE – Universidade Federal de Pernambuco – Érica Babini Lapa do Amaral Machado e pelo Procurador Judicial do Município do Recife –Gustavo Machado Tavares.

O referido documento que contém 23 páginas, aborda questões jurídicas em torno do assunto Aborto e finaliza solicitando aos envolvidos nessa temática no Congresso Nacional “(…) que não seja procedida nenhuma reforma no Código Penal relativamente à temática do aborto, na medida em que o direito à vida intrauterina é inviolável, seja pela dicção Constitucional (…)”.

Para o Espiritismo é questão fundamental (Cláusula Pétrea Divina) que a Vida Física é e sempre será concedida por Deus aos Espíritos e somente Ele tem o direito de tirá-la.

O documento foi entregue aos Senadores Pernambucanos – Jarbas Vasconcelos e Armando Monteiro Filho, nos dias 19 de abril e 06 de maio 2013, respectivamente. Em breve o documento será entregue, também, ao Senador Humberto Costa.
Visita - Armando MonteiroAs visitas aos senadores foram realizadas por comitiva formada pelos espíritas Jayme Asfora, vereador da Cidade do Recife; Gustavo Machado Tavares, Procurador Judicial do Município do Recife e por Ednar José dos Santos, Presidenta da FEP – Federação Espírita Pernambucana.

A Associação Jurídico-Espírita do Estado de Pernambuco – AJE – PE reúne-se mensalmente com espíritas da área do Direito e com simpatizantes do Espiritismo, sempre aos domingos pela manhã, no auditório da Federação Espírita Pernambucana. ajepernambuco@gmail.com

Fonte: http://federacaoespiritape.org/direito-a-vida-visita-aos-senadores-pernambucanos/

Mobilização em favor dos bons livros espíritas

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Reunindo 30 dirigentes de casas espíritas de São Paulo, a USE – União das Sociedades Espíritas realizou em sua sede no último domingo, 19 de maio, um encontro coordenado por Marco Milani, diretor do Departamento do Livro, que contou com interessante palestra e painel de discussão sobre um assunto instigante que tem sido motivo de muitas opiniões isoladas – O livro espírita e pseudoespírita.

A ideia, segundo Marco Milani, complementa um dos pontos que têm sido enfoque em suas palestras e seminários, que enaltece o método científico utilizado por Allan Kardec, universal e não simples opinião, para desenvolver a doutrina espírita, cujos princípios estão sequencialmente encadeados nas cinco obras básicas do espiritismo – O livro dos espíritos (1857), O livro dos médiuns (1861), O evangelho segundo o espiritismo (1864), O céu e o inferno (1865) e A gênese (1868) – trajetória que pode ser acompanhada em ordem cronológica nos 11 ricos volumes da Revista Espírita, o grande laboratório de Kardec para a constituição do espiritismo, com artigos e observações de 1858 a 1869.

“Ainda há muito que se ler sobre Kardec e o espiritismo”, avisou Milani, convidando a todos ao compromisso de divulgar as ideias coerentes com os princípios espíritas porque a responsabilidade dos divulgadores e dos dirigentes de centros espíritas é grande. “Há diversas oportunidadespara se conhecer o espiritismo e o livro é uma delas e somos nós que vamos oferecer o alimento bom ou contaminado aos frequentadores da casa espírita”, afirmou, destacando o risco de ficarmos afastados da base kardeciana, ao sermos “bombardeados” com tantas informações rotuladas muitas vezes de “espiritismo”, com ideias “supostamente espíritas”, que, na falta de uma educação doutrinária mais consistente que permita conhecer e separar o joio do trigo, são aceitas como válidas.

Milani defendeu a ideia de se divulgar o que é bom. “Cada um deve ler o que quiser e não seremos nós que iremos impedir; mas uma coisa é a pessoa ser livre para ler o que lhe interesse, outra é comprar no centro espírita uma obra pseudoespírita, rotulada como espírita”. Lembrou que Kardec recomendou a lógica para análise dos fatos e que qualquer afirmação deve ser fundamentada em evidência. “Se for suposição, opinião, sem a devida fundamentação teórica, a informação não deve ser ignorada, porém não deve ser aceita como válida”, destacou. “Assim estaremos usando o método racional de Kardec. É preciso amar, mas somente a vontade não basta, necessitamos aprender como amar. Se o “como” amar está relacionado ao conhecimento, quanto mais eu me instruir, mais saberei como fazê-lo”, explicou.

Em sua palestra, Milani esquematizou o que são, afinal, um livro espírita e um livro pseudoespírita, lembrando inicialmente a necessidade de se esclarecer que nem todo livro espiritualista é espírita, pois ainda que tenha alguns pontos de contato com o espiritismo, pode trazer divergências específicas, não havendo coerência doutrinária.

Perguntado sobre os romances, assunto que inclusive será destaque na próxima edição do jornal Correio Fraterno, defendeu que o romance tem sua importância, como gênero literário e como uma das formas também de se divulgar os conceitos espíritas. “Desde que não faça confusão conceitual e seja coerente com os princípios doutrinários, o romance é válido como forma de divulgação espírita. O problema também ocorre quando se usa a subjetividade, por meio da forma poética, para se conceituar distorcidamente as ideias apresentadas”. Deu como exemplo, o caso da alma gêmea a que Públio Lentulus se refere em Há dois mil anos para declarar seu amor por Lívia. “Pura linguagem poética”, afirmou.

Milani ainda abordou que o próprio Kardec elaborou o Catálogo Racional, contendo as obras para se formar uma biblioteca espírita. “Não uma livraria”, observou. No referido catálogo, Kardec apresenta cerca de 200 obras, divididas em três grupos: obras fundamentais, obras afins (com a temática espírita, sinalizando que a sociedade está produzindo conteúdo relacionado ao “assunto espiritismo”) e as obras gerais e de contraditores.

“Esse ambiente de discussão deve permear a biblioteca do centro espírita e não a livraria. Afinal, a falta de transparência e reflexão sobre assuntos diversos é que geram polêmica”, alertou, citando a necessidade da discussão com o público interno dos centros e do cuidado com as indicações para o público externo.

Milani lembrou Kardec, na Revista Espírita (junho/1865), que afirmou:

” É dever de todos os espíritas sinceros e devotados repudiar e desautorizar abertamente, em seu nome, os abusos de todo gênero que pudessem comprometer a doutrina espírita, a fim de não lhes assumir a responsabilidade; pactuar com os abusos seria tornar-se cúmplice e fornecer armas aos nossos adversários”.

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Após a palestra, no painel de discussão sobre o tema, vários dirigentes de casas espíritas se manifestaram sobre a dificuldade de se manter financeiramente as instituições, muitas delas sustentadas pela receita das livrarias, chegando-se à conclusão entretanto de que é melhor enfrentar o desafio de menos vendas do que a oferta de alimento contaminado, no caso as obras pseudoespíritas, para quem tem fome.

Marco Milani concluiu com satisfação o evento. Afinal a proposta da USE estava se concretizando: trazer esse debate para levar os pontos abordados ao Conselho Regional da entidade, visando a um posicionamento com relação as obras que circulam no movimento espírita. Ele lembrou que no ano passado uma comissão doutrinária da USE elaborou uma lista com a indicação de 40 livros para a leitura espírita e esse trabalho continuará, sempre trazendo sugestões de boas obras ao movimento espírita. [Da Editora Correio Fraterno foram indicados O sono dos  hibiscos, de Lygia Barbiére Amaral; e Tem espíritos no banheiro?, de Tatiana Benites]

Entre os dirigentes presentes que fizeram seus comentários, Carlos Sidney da Silva, do Centro Espírita A Caminho da Luz, em São Paulo, fez um depoimento bastante realista:

– Quando se quer recursos, acaba-se muitas vezes abrindo-se mão da pureza doutrinária. É claro que alguns nomes vendem e geram recursos para as casas, que tanto necessitam, mas nesse ponto começa a haver uma distorção dos objetivos. A verdade é que as pessoas querem chegar no centro, tomar um passe, ler um lindo romance e ser feliz. Mas o objetivo principal das casas espíritas não é esse: é a educação para minimizar os conflitos. É com isso que devemos nos preocupar. A responsabilidade é grande. O trabalho é educacional, não há milagres.

Por Eliana Haddad

Publicado na página eletrônica do Correio Fraterno.

Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia realiza abaixo assinado para medicação contra linfoma

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