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Simão Pedro, simplesmente humano

E, chegando Jesus às partes de Cesaréia de Filipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do homem?
E eles disseram: Uns, João o Batista; outros, Elias; e outros, Jeremias, ou um dos profetas.
Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou?
E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.
E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus.
Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;
E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.
Então mandou aos seus discípulos que a ninguém dissessem que ele era Jesus o Cristo.
Desde então começou Jesus a mostrar aos seus discípulos que convinha ir a Jerusalém, e padecer muitas coisas dos anciãos, e dos principais dos sacerdotes, e dos escribas, e ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia.
E Pedro, tomando-o de parte, começou a repreendê-lo, dizendo: Senhor, tem compaixão de ti; de modo nenhum te acontecerá isso.
 Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens. (Mateus 16:13-23)

Essa é uma das passagens evangélicas que mais nos remete à reflexão acerca de nós mesmos e de nossas típicas fragilidades humanas que estão à espera do buril da educação e da superação.

Pedro, assim como nós, é exemplo de ser humano que luta com as incertezas, os medos, com a própria instabilidade e a falta de fé. Isso fica claro, não só através desta passagem evangélica, mas em muitas outras (Mt. 14: 28-31). No entanto, apesar de sua fragilidade diante dos desafios, Pedro venceu a si mesmo, suas incertezas, seus medos e sua falta de fé, para dar um dos maiores testemunhos de amor à Jesus Cristo e à vida, doando a própria para ver a mensagem de Jesus alcançar o coração do mundo em sua época – Roma.

Pedro é, assim, um exemplo de que todos nós temos potencial para o crescimento e a superação de nossas limitações e fragilidades. Esse crescimento raramente acontece sem esforço e dor, sem lutas e decepções, mas o resultado é certo e inevitável, afinal Jesus está sempre por perto para estender a mão em nosso socorro, para nos advertir (Mt. 26:51-53) e para nos incentivar (Jo 21:14-17).

Pedro, Tiago, Paulo de Tarso e, mais recentemente, Madre Tereza, Mahatma Ghandi, Irmã Dulce, Jerônimo Mendonça, Dom Hélder, Chico Xavier, todos esses irmãos passaram pela Terra para demonstrar que tomar a própria cruz, negar a si mesmo e seguir a Jesus não é tarefa fácil, mas não é impossível. É necessário desejar, buscar lá no fundo da alma e querer muito com toda energia que pudermos encontrar. E Jesus, por sua vez, deixou claro que compreende nossas limitações temporárias e que a realização de cada um se dá em conformidade com seu potencial – a cada um segundo suas obras.

Se não podemos e não conseguimos ainda ser como um desses exemplos, sejamos ao menos humildes colaboradores, cultivemos o esforço do aprendizado que vai, pouco a pouco, acumulando-se encarnação pós encarnação, até que chegará o dia em que também seremos chamados a compor essa lista de valorosos exemplos de renúncia e amor.

Jesus deixou-se crucificar e morrer, fisicamente, na cruz para dar testemunho de vida, demonstrar e provar que ela é eterna e nunca se extingue.

Por isso, confiemos em Jesus Cristo e sigamos em frente!

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