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Em nome do Amor

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Esse é o título do mais recente trabalho que nos chega pelas mãos do médium Divaldo Pereira Franco, do Espírito Bezerra de Menezes.

O que é a mediunidade? Como funcionam os canais de comunicação entre os vivos e os mortos? A partir de palestras e entrevistas concedidas pelo médium Divaldo Pereira Franco, as diversas vertentes do trabalho mediúnico são abordadas nesta obra organizada para estimular e esclarecer a prática e a vivência daqueles que participam e pesquisam a Doutrina Espirita em seu dia a dia.

Além de respostas e comentários sobre a mediunidade, o livro traz ainda uma série de belas mensagens do Espírito Bezerra de Menezes recebidas pelo médium baiano Divaldo Pereira Franco em reuniões do Conselho Federativo Nacional e em outros eventos espíritasnacionais e internacionais.

Médiuns e mediunidade, ontem e hoje

Prosseguindo com a entrevista de Divaldo Pereira Franco para o Jornal do Commercio, edição de 02/09/2012, selecionamos o trecho em que se aborda a mediunidade, seus mecanismos e seu papel atual, tanto para a doutrina espírita como para o amadurecimento geral da humanidade.

JC – Nas suas palestras, o senhor faz um grade apanhado histórico, citando fatos em ordem cronológica e personagens pouco conhecidos. O senhor estuda muito ou esse conhecimento vem da espiritualidade, por inspiração?

DIVALDO – Estudar é impossível, pois não tenho tempo. Somente os e-mails me tomam duas horas diárias. As viagens são ininterruptas. A administração de nossa instituição, que atende a mais de cinco mil pessoas por dia, também me toma um tempo imenso e as psicografias consomem, em média, quatro horas diárias. Toda base original é inspirada. Naturalmente, face à minha idade avançada e à minha experiência, eu guardo muitas informações. Cada palestra me enriquece pelo que chega do mundo espiritual. E vai adicionando aos conhecimentos que vou armazenando ao longo do tempo. Então, há um misto de inspiração que coordena e traz dados novos e o conhecimento anterior, resultado da própria experiência.

JC – O processo de psicografia é mecânico? A informação passa por sua mente ou o texto vai direto para o papel?

DIVALDO – Vai direto para o papel. Às vezes chega suavemente a ideia. Eu me coloco à disposição, os espíritos tomam o braço, eu vou escrevendo, tendo a ideia do que estou escrevendo. Quando se trata de romance mediúnico, tenho a visão psíquica do que estou descrevendo (o fato). Mas na maioria das vezes é automático.

JC – O século 19 foi marcado por grandes médiuns, como a italiana Eusápia Palladino (testada pelo cientista italiano Cesare Lombroso) e o escocês Daniel Douglas Home, que possuíam muitas aptidões, como o senhor e Chico Xavier. Mas eles estão escasseando. Isso faz parte desse processo de evolução?

DIVALDO – O fenômeno foi para chamar atenção. Depois de confirmada a sua legitimidade, agora o que interessa é o comportamento humano. Provada a imortalidade da alma, não temos alternativa senão comportamo-nos como aqueles que acreditam que a vida continua. A fenomenologia continuará, porém menos ostensiva.

JC – Então, a grande finalidade das manifestações era comprovar a imortalidade da alma?

DIVALDO – O objetivo essencial era chamar atenção, depois delinear objetivos filosóficos e morais e, por fim, convidar o indivíduo à prática do cristianismo puro, conforme Jesus e seus apóstolos viveram.

Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho

Continuando com a entrevista que Divaldo Pereira Franco deu ao pernambucano Jornal do Commercio, que circulou no dia 02/09/2012, segue exposição de Divaldo sobre o livro psicografado pelo espírito Humberto de Campos.

JC – Um livro psicografado por Chico Xavier, de autoria de Humberto de Campos, apresenta o Brasil como coração do mundo e pátria do evangelho. Como acreditar nessa denominação diante de tanta corrupção? Será que o País vai engrenar e crescer do ponto de vista educacional?

DIVALDO – Não só nosso País como o mundo. Nós vamos ver. Ocorre que essa é uma imagem figurativa de Humberto de Campos, porque Deus não tem Canaãs, não tem Israels. Não tem países privilegiados. Na sua condição de literato brasileiro muito respeitado, ele concebe, literariamente, que o Brasil tem a forma de um coração. Uma forma aparente. Quando ele fala de coração do mundo é porque o brasileiro, genericamente, não é belicoso, não temos tido movimentos revolucionários sangrentos como tantos países da América Latina e do mundo. Então, nesse sentido de afetividade, miscigenação das raças, o brasileiro é realmente gentil, otimista, contenta-se com pouco, é afável. É a pátria do evangelho porque aqui a doutrina espírita expande-se. É o país mais espírita do mundo e tem exportado a doutrina. É nesses sentido alegórico que o Brasil é o coração do mundo. Mas chegará o dia em que o mundo todo será a grande Canaã, a terra da promissão.

“Tempos de transição” por Divaldo Pereira Franco

JC – O espiritismo afirma que a Terra vai se transformar em um planeta de regeneração, superando a fase dolorosa das expiações. Mas como acreditar nessa previsão diante de tanta violência e corrupção?

DIVALDO – Sempre houve todos esses problemas no mundo, mas eram acobertados. Havia muita preocupação em ocultar o crime, desvios sexuais, vícios, apresentando uma postura falsa de pureza, quando era apenas puritanismo. Graças à imprensa, hoje facilmente derrubam-se as máscaras e apresentam-se propostas para uma conduta correta. Naturalmente que a grande renovação virá pouco a pouco. Não será em um passe de mágica porque depois de quase 10 mil anos de cultura, civilização e ética dentro de padrões que não correspondem à realidade, mais aparência que legitimidade, a operação transformadora é lenta. Porém, fixando suas raízes nos alicerces do comportamento humano e contando-se com a tese da reencarnação , os espíritos viciosos e perversos não se reencarnarão na Tera, vindo uma nova geração de espíritos nobres que, com muita facilidade, instalarão o bem. Por outro lado, há um certo masoquismo quase sadista, de se acompanhar as tragédias, as calamidades. Nunca houve tanto bem praticado no mundo (como agora) e tão pouco divulgado. Há pouco, acompanhamos um grupo de médicos que dedica um largo espaço de tempo a fazer cirurgia corretiva de lábio leporino sem cobrar. Eles já vêm trabalhando há muitos anos, mas eu ignorava completamente por falta de divulgação. Lentamente o bem vai entrado nas grandes empresas da mídia e vai sendo apresentado, causando imensa surpresa quando, em vedade, está predominando em nosso organismo social.

Entrevista de Divaldo Pereira Franco para o Jornal do Commercio, publicado em 02/09/2012

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Informações descabidas – Vianna de Carvalho

Mensagem: Informações descabidas
Espírito: Manoel Vianna de Carvalho
Médium: Divaldo Pereira Franco
Psicografada na manhã de 5 de março de 2012, em Miami Beach, Flórida – EUA

Quase todas as propostas idealistas, na medida em que se fazem conhecidas, perdem em profundidade o que lucram em superfície.

De igual maneira vem sucedendo ao movimento espírita, cuja divulgação merece aprofundar os conceitos doutrinários, a fim de oferecer subsídios valiosos aos iniciantes e interessados em conhecer na sua realidade legítima a doutrina libertadora da ignorância espiritual sobre a vida.

Em face da popularização dos nobres conteúdos filosóficos, pessoas inescrupulosas transformam-se de um para outro momento em pretensos esclarecedores do pensamento espírita, introduzindo as próprias ideias, em razão do quase total desconhecimento espiritista.

Não poucas vezes, presunçosos e arrogantes, criam diretrizes burlescas e teorias esdrúxulas que dizem provir do mundo espiritual, completando o que Allan Kardec não teve tempo de realizar.

Nesse capítulo, surgem movimentos denominados um passo adiante do que se encontra estabelecido na Codificação, como resultado de informações perfeitamente compatíveis com as conquistas da ciência contemporânea.

Outros indivíduos, portadores de conflitos psicológicos, projetam os seus transtornos na farta clientela desprevenida e se apresentam como portadores de mediunidade especial, caracterizada por expressiva clarividência, que lhes permite antever o futuro, detectar o presente, formular diagnósticos de enfermidades graves e resolvê-las, identificar obsessões perversas, infortúnios porvindouros… E utilizando-se da iluminação que se atribuem, apresentam fórmulas salvacionistas, propondo comportamentos incompatíveis com o bom senso e a lógica doutrinários.

É lamentável que tal fenômeno tenha lugar num movimento que pretende traduzir a grandeza do pensamento dos Imortais, com simplicidade e lógica, embora a sua grandiosa e complexa estrutura intrínseca.

Sucede que os tormentos da vaidade e do orgulho, que ainda predominam em a natureza humana, como herança do seu processo de evolução antropológica, impedem ou dificultam que o indivíduo amolde o caráter moral às novas propostas de iluminação, tornando-se-lhe mais fácil adaptá-las ao seu vicioso modo de ser.

No começo, um grande entusiasmo invade esses desprevenidos, que se deixam tocar interiormente pela significativa contribuição imortalista, logo após acostumando-se com a informação valiosa e, necessitados como se encontram, de novidades, criam, fascinados pelo próprio raciocínio, correntes de pensamento que lhes projetem o ego, a desserviço da divulgação saudável e correta do Espiritismo.

É sempre valioso recordarmo-nos da frase enunciada por João, o Batista, a respeito de Jesus, quando elucida: – É necessário que Ele cresça e que eu diminua.

Assim, agiu corretamente, porque o seu era o ministério de preparar-Lhe os caminhos, diminuindo as asperezas, que se tornaram ainda muito complicadas para vencê-las, fazendo, porém, a sua melhor parte.

Aos espiritistas, portanto, novatos ou militantes, que tudo façam para que a doutrina cresça e eles diminuam, de modo que realizem o mister que lhes cabe sem a ufania de serem inovadores, médiuns especiais e reveladores, completistas do trabalho do Codificador ou elucidadores das diretrizes fornecidas pelos Espíritos, o que lhes desvela a insensatez e a presunção, demonstrando que, não fossem eles e não se compreenderia a Revelação que, no entanto, é simples e profunda.

Também repontam os defensores do Espiritismo, sempre preocupados com a forma exterior e não com a vivência interna, quais antigos fariseus, estando sempre vigilantes para denunciar, agredir aos demais e aparecer com a bandeira da salvação, como se fossem necessários. Olvidam que a sua jornada terrestre é sempre breve, e que se o Espiritismo os necessitasse para esse fim, bem pobres seriam a sua filosofia e ética-moral, porque dependentes da sua defesa. Quando desencarnassem, como é inevitável, e tem sucedido com todos esses que assim se comportam, o pensamento espírita ficaria órfão, e logo desapareceria.

Ledo engano, a morte que a todos arrebata, não consegue diminuir o impacto e a força da Terceira Revelação que vem dos Céus à Terra, ao inverso do que alguns pensam…

A maneira mais vigorosa e própria para a divulgação do Espiritismo é a exposição dos seus ensinamentos conforme se encontram na Codificação, naturalmente apresentando contribuições convergentes, contemporâneas, sem alardes nem sensacionalismos, porquanto, os mentores da Humanidade prosseguem vigilantes, a fim de que nada venha a faltar, para que, em breve, seja conhecido e vivenciado.

Portanto, é de igual e magna importância, viver-se o dia a dia existencial fixado no programa elaborado pelo Consolador prometido, demonstrando alegria de participar deste momento, com fidelidade ao amor e à caridade, vivenciando uma conduta moral saudável, tornando-se carta viva do Evangelho, a fim de que todos possam ver no seu comportamento o profundo e desafiador contributo que proporciona felicidade e paz.

Desse modo, não há lugar no movimento espírita para pessoas-fenômeno, para gurus de ocasião, para reveladores extravagantes, para mensagens bombásticas, para informações apavorantes, a fim de atrair adeptos temerosos do fim do mundo, do juízo final, dos umbrais, da necessidade de fazer a caridade de modo a evitar sofrimentos e quejandos…

O Espiritismo ilumina a consciência, libertando os sentimentos das prisões emocionais, das dependências de pensamento febril, facultando aos seus adeptos a responsabilidade pelos próprios atos, sempre geradores de consequências compatíveis com a sua constituição.

Doutrina da alegria, não é festeira, nem pode ser transformada em um oásis de fantasias para diversão ou frivolidade.

É uma ciência grave e simples, que se destina a pessoas sérias, laboriosas, que anelam por uma sociedade mais solidária e fraternal.

Todo o investimento de zelo e carinho, responsabilidade e amor na vivência dos seus postulados, de que se encarrega o movimento organizado pelas criaturas humanas, deve ser levado em conta, a fim de que o Espiritismo alcance a finalidade para a qual foi enviado pelo Senhor, qual seja a verdadeira construção do reino de Deus no coração.

Divaldo Pereira Franco em Recife

A Federação Espírita Pernambucana convida a Todos para participar de Palestra com o Confrade e Emérito Conferencista Espírita Baiano – Divaldo Pereira Franco, fundador da Mansão do Caminho, entidade benemérita situada em Salvador – BA.

Data: Domingo, dia 26/08/2012, das 16h às 17h
Local: Auditório da Federação Espírita Pernambucana

 

Atrás do trio elétrico também vai quem já morreu…

Evidente a paródia, para quem conhece um pouco do acervo musical do inconfundível Caetano Veloso. Mas o assunto é sério e merece toda reflexão. Para tanto, transcrevemos o excelente texto colhido do site www.espiritismobr.com.br, da lavra de Pedro Fagundes Azevedo.

Muitos espíritas, ingenuamente, julgam que a participação nas festas de Momo, tão do agrado dos brasileiros, não acarreta nenhum mal a nossa integridade psico-espiritual. E de fato, não haveria prejuízo maior, se todos pensassem e brincassem num clima sadio, de legitima confraternização. Infelizmente, porém, a realidade é bem diferente. Vejamos, por exemplo, as conclusões a que chegou um grupo de psicólogos que analisou o carnaval, segundo matéria publicada já há algum tempo no Correio Brasiliense, importante jornal da Capital da República:

“(…) de cada dez casais que caem juntos na folia, sete terminam a noite brigados (cenas de ciúme, intrigas, etc.); que, desses mesmos dez casais, posteriormente, três se transformam em adultério; que de cada dez pessoas (homens e mulheres) no carnaval, pelo menos sete se submetem a coisas que abominam no seu dia-a-dia, como o álcool e outras drogas (…). Concluíram que tudo isto decorre do êxtase atingido na grande festa, quando o símbolo da liberdade, da igualdade, mas também da orgia e da depravação, estimulado pelo álcool leva as pessoas a se comportarem fora de seus padrões normais (…)”.

Um detalhe importante que, provavelmente, eles não sabem, é que no plano invisível a turma do astral inferior também se prepara e vem aos magotes participar dos folguedos carnavalescos. Na psicosfera criada por mentes convulsionadas pela orgia, os espíritos das trevas encontram terreno propício para influenciar negativamente, fomentando desvios de conduta, paixões grosseiras, agressões de toda a sorte e, ainda, astuciosas ciladas. No livro “Nas Fronteiras da Loucura”, psicografado por Divaldo Pereira Franco, são focalizados vários desses processos obsessivos, sobre pessoas imprevidentes, que pensavam apenas em se divertir no carnaval do Rio. Mostra também o infatigável trabalho dos espíritos do bem, a serviço de Jesus, procurando diminuir o índice de desvarios e de desfechos profundamente infelizes.

Só por essa amostra já dá pra ver como é difícil, para qualquer cristão, passar incólume pelos ambientes momescos. Por maior que seja a sua fé, os riscos de contrariedades e aborrecimentos são muito grandes. Fiquemos, portanto, com o apóstolo Paulo, que dizia “tudo me é lícito, mas nem tudo me convém”. (I Cor. 6,12).

Está dado o recado. Cabe a nós, que estamos devidamente informados e alertados, saber escolher os ambientes que frequentamos, afinal, temos livre-arbítrio ou não?